NEOCOLONIALISMO
No século XIX, a industrialização do continente europeu marcou um intenso processo de expansão econômica. O crescimento dos parques industriais e o acúmulo de capitais fizeram com que as grandes potências econômicas da Europa buscassem a ampliação de seus mercados e procurassem maiores quantidades de matéria-prima disponíveis a baixo custo.
Foi nesse contexto que nações europeias buscassem explorar regiões na África e Ásia. Somado aos interesses de ordem político-econômica, a prática imperialista também buscou defender sua “supremacia racial”. Em resumo, a Europa apresentava o modelo de civilização e África e Ásia eram, por outro lado, povos primitivos, “bárbaros”. Era um “dever humanitário” para a Europa levar, àquela região, a “civilização”.
Na Conferência de Berlim (1884 – 1885), várias potências europeias reuniram-se com o objetivo de dividir os territórios coloniais no continente africano. Com predomínio da Inglaterra, essa divisão (desprezando qualquer divisão que já existisse ali), acabou criando (ou agravando) rivalidades entre tribos diferentes. Enfraquecendo os nativos, ainda mais, a dominação europeia se tornava cada vez mais fácil.
Na Índia, a presença britânica também figurava como uma das maiores potências coloniais da região. Após a vitória na Guerra dos Sete Anos (1756 – 1763), a Inglaterra conseguiu formar um vasto império marcado por uma pesada imposição de sua estrutura político-administrativa. A opressão inglesa foi alvo de uma revolta nativa que se deflagrou na Guerra dos Sipaios, ocorrida entre 1735 e 1741. Esse conflito teve como motivação “adicional” aspectos religiosos dos indianos. O exército indiano (sob controle da Inglaterra) era formado por indianos de religião muçulmana e hindu. Para ambos, era inadequado manipular gordura animal, já que, para os hindus, a vaca era um animal sagrado e, para os muçulmanos, o porco era um animal impuro. Apesar disso, o uso de gordura animal era utilizado na manutenção dos armamentos e munições do exército. Por isso se diz que esse conflito teve essa motivação “extra”.
A ação inglesa também se deu na China, onde os britânicos exploraram o ópio, como droga entorpecente. Inconformado com os prejuízos causados à saúde da população, o governo chinês reagiu, proibindo o comércio da droga e punindo seu contrabando. Essa situação resultou na Guerra do Ópio (1839 - 1842 e 1856 – 1860). Vitoriosos, os ingleses impuseram uma série de tratados comerciais. Portos comerciais chineses foram abertos aos países europeus, a comercialização do ópio liberada e a autonomia econômica chinesa prejudicada. Potências como Rússia, Estados Unidos, França, Alemanha e Japão também impuseram seus interesses no território chinês. Entre 1900 e 1901, chineses tentaram reagir, com a Guerra dos Boxers, severamente combatido por uma colisão de forças imperialistas japonesas, europeias e norte-americanas.
Fonte: https://www.claudio.mg.gov.br/portal/download/arquivos/sqPAP/. Acesso dia 28 de marc. 2021 às 19h.
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