Conheça os problemas ambientais mais graves que ocorre no território do continente africano
O continente africano apresenta uma área de cerca de 30,27 milhões de quilômetros quadrados, distribuída parte no hemisfério sul e parte no hemisfério norte do planeta. Ao norte, a África é delimitada pelo mar Mediterrâneo, enquanto ao leste ela é banhada pelo Oceano Índico e a Oeste pelo Oceano Atlântico.
São características da região as altas médias de temperatura registradas nos países, além de uma grande população — que corresponde a apenas 1% de todo o Produto Interno Bruto mundial. Além disso, estima-se que a fome afete mais de 38 milhões de indivíduos em sua extensão.
Levantamentos apontam que a região é majoritariamente agrária, pois 58% das pessoas moram no meio rural, enquanto 42% vivem em cidades. Com base nesses dados, é possível afirmar que a África está bastante suscetível a problemas ambientais.
Principais problemas ambientais da África
Esgotamento de recursos naturais
A caça descontrolada na região fez com que muitas espécies fossem extintas e diversas outras entrassem para a lista de ameaçadas. Além disso, considerando que o setor primário é o que garante o sustento do povo, a flora local acaba por sofrer as consequências. Isso porque, para viabilizar a atividade agrária, cortam-se árvores, arbustos e demais vegetações nativas. Com frequência, os produtores vendem a matéria-prima para marcas internacionais e, portanto, precisam focar na monocultura. Sem os cuidados apropriados, a terra costuma ficar infértil após algumas colheitas.
Além da agricultura, destaca-se a mineração de ouro e diamante. No entanto, essa atividade gera pouca riqueza para as nações, já que a exploração é conduzida por multinacionais estrangeiras, sobretudo europeias.
Desertificação
A desertificação na África está entre os maiores problemas ambientais da região. Esse processo se dá especialmente pelo desmatamento sem controle, que esvazia qualquer território novo. O solo, antes com potencial fértil, torna-se mais propenso à erosão. Por conseguinte, o local possui grandes extensões de deserto. Perde-se assim espaço de floresta, fonte máxima de oxigênio e habitat de um variado ecossistema.
Descarte inadequado de lixo eletrônico
Existe um microcosmo próximo à capital de Gana, Acra, que recebe resíduos eletrônicos provenientes do mundo inteiro. Esse lugar, chamado Agbogbloshi, recebe computadores, celulares, televisores e dispositivos semelhantes. As toneladas de lixo eletrônico descartado de modo incorreto contaminam o solo, a água e o ar do lugar. Segundo estudos, a localidade tem níveis chumbo, cádmio e outros elementos prejudiciais à saúde que são 50 vezes maiores do que é considerado seguro. Portanto, é fundamental incluir esse depósito como um dos problemas ambientais na África.
Abandono
Um dos pontos críticos do contexto descrito está na falta de interesse dos países desenvolvidos em ajudar as nações mais pobres. Os movimentos partem especialmente de iniciativas não governamentais, mas se provam insuficientes até o momento para assegurar a autonomia da região.
Fonte: https://www.pensamentoverde.com.br. Acesso em 04 de abril 2021 às 20h 40min. Adaptado por Ygo Mendes Pereira Barbosa.
Unicamp apresenta em Tóquio situação ambiental da América Latina
MANUEL ALVES FILHO
Os graves problemas ambientais que afetam a América Latina são, com algumas exceções, semelhantes aos dos demais continentes. A diferença está apenas no nível de degradação, bem mais pronunciado do que nos países desenvolvidos. A constatação foi feita durante a reunião anual da Comissão de Ciências Geológicas para o Planejamento Ambiental (Cogeoenvironment), ocorrida entre 16 e 22 de novembro em Tóquio, no Japão. A comissão faz parte da União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS), cuja missão é trabalhar para ampliar a consciência da sociedade e dos governantes para a importância da Geociência no planejamento e na gestão do meio ambiente.
O encontro reuniu uma dúzia de especialistas do mundo todo, entre eles o professor Bernardino Ribeiro de Figueiredo, do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, que passou a integrar a entidade este ano e que foi ao Japão para representar a América Latina. De acordo com ele, os membros da Cogeoenvironment apresentaram relatórios detalhados sobre a situação ambiental de seus continentes. Exceto por algumas questões pontuais, as regiões enfrentam praticamente os mesmos problemas (veja quadro). Uma dificuldade comum, conforme Figueiredo, é a escassez de água. "A poluição dos rios e das águas subterrâneas estão presentes em todos os lugares", afirma.
As coincidências, entretanto, não param por aí. Segundo o relatório referente à África, o continente amarga problemas como inundações com deslizamentos, períodos de seca e fome e impactos provocados pela indústria petrolífera, cenário muito parecido com o encontrado, por exemplo, no Brasil. O professor Figueiredo divulgou aos seus pares um levantamento completo sobre a questão ambiental brasileira. O trabalho, também apresentado na Rio + 10, realizada entre 26 de agosto e 4 de setembro em Johannesburgo, na África do Sul, foi elaborado conjuntamente pelo Ministério do Meio Ambiente e organizações não-governamentais.
A coincidência de problemas entre os continentes, afirma o professor do IG, sugere a busca de soluções cooperadas, o que deveria envolver blocos inteiros de nações. Uma iniciativa brasileira bem-sucedida nesse aspecto, esta no âmbito supramunicipal, são os comitês de bacias hidrográficas, que têm feito um ótimo trabalho no que se refere à proteção e uso racional da água. Atualmente, Figueiredo está empenhado em se inteirar se a preservação do meio ambiente está contemplada nos acordos multilaterais como a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e Mercosul. "O desenvolvimento de um país ou de uma região não pode ser definido apenas com base na economia e no mercado", diz.
Óleo na água - Além das reuniões de trabalho propriamente ditas, os especialistas que estiveram em Tóquio participaram de outras atividades. Uma delas foi uma excursão geoambiental a várias localidades do distrito de Kanto. Lá, os pesquisadores constataram uma série de problemas ambientais. Um fato que chamou a atenção do grupo foi a contaminação das águas subterrâneas por resíduos originários de postos de combustíveis e outras fontes similares. Os japoneses mantêm poços de monitoramento em vários pontos da capital do País. Quando amostras do lençol freático são retiradas, a água vem misturada a uma densa camada de óleo. "Nós, no Brasil, estamos caminhando para a mesma situação", adverte o professor do IG.
Fonte: https://www.unicamp.br/unicamp_hoje/ju/dezembro2002/unihoje_ju202pag11a.html. Acesso em 04 de abri 2021 às 20h 40 min. Adaptação feita por Ygo Mendes Pereira Barbosa.
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